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Em 13 de junho de 2011, o Círculo de Estudo Pensamento e Ação – CEPA, pensado e realizado como órgão educativo-cultural entre 49-51 e com sede própria em 51 no largo da Saúde, nº 9, chega aos 60 anos em 2011. Gostaria de proclamar à Bahia e aos baianos que já ouviram falar, já pertenceram ou já foram do CEPA, que eles estão chamados, de público, a virem à sua modesta sede na Rua Souto Dalva, 98 – Barbalho juntarem-se à nós, os que estão mantendo o CEPA em 2010, a fim de prepararmos a festividade de aniversário, sugerindo o que se deva fazer.
Temos mais de trezentas pastas, mais de 40 volumes de fotos, títulos como o Prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro em São Paulo que, em 1990, nos ofereceu um diploma como homenagem pela indicação de Remy de Souza ao Prêmio Jabuti de Melhor Autor de Livro de Ciências Humanas. Era presidente da importante Câmara Brasileira de Livro nessa época Ary Kuflik Benkowicz; também temos Diploma da Casa da Bahia no Rio de Janeiro sendo Diretor da mesma em 1988, o inesquecível Yves de Oliveira.
Passaram pelo CEPA nesses 60 anos toda a geração dos então e ainda hoje amigos de Glauber Rocha, como o prezado João Carlos Teixeira Gomes, na sede da Saúde falaram os famosos jornalistas Carlos Frederico Werneck de Lacerda e o professor Hélio Rocha. Creio que a primeira vez em Salvador que se criou um grupo monárquico, através do professor Jorge Montalvão, por aceitação democrática, pois o movimento não é monarquista, foi no CEPA.
Outro fato de alto valor é que a revista CEPA Cultural que chegou ao número 31, foi considerada a melhor revista baiana dos anos 50 a 90 juntamente com a Revista da Bahia surgida em 64 no Governo de Lomanto Júnior.
Foi o primeiro movimento que teve uma geração inteira estudando cinema com Jamil de Almeida Bagdede, Vivaldo Cairo que fez um livro Cinema negócio fabuloso que era crítico cinematográfico, David Salles, Paulo de Marco que escrevia crônica sobre cinema em A Tarde e enfim, José Telles de Magalhães e Luis Paulino dos Santos, que já entendiam tecnicamente do assunto a quem Glauber Rocha chamou para trabalhar com ele.
O CEPA produziu nesses 60 anos elementos da UFBA, artistas e professores como João Carlos Teixeira Gomes, Jayme Cardoso, Calazans Neto, Fernando Rocha, Fernando da Rocha Perez, Ubirajara Rebouças e Paulo Gil Soares.
O CEPA preparou uma geração política e de empresários com Genebaldo Correia, Edvaldo de Brito, Manoel Hermes, Luiz Gonzaga do Amaral Andrade, França Teixeira, Walney Moraes Sarmento, Rizodalvo Menezes, Theodiano Bastos, Paulo Cesar Torres e tantos outros.
Fizemos a campanha O petróleo é nosso com o professor Eloyvaldo Chagas de Oliveira; estivemos nas campanhas em defesa da Petrobras com o doutor Rômulo Almeida e ainda a campanha em favor das areias monazíticas, não serem levadas das praias do sul da Bahia.
Tivemos um título sob o nome Personalidade de Importância Comunitária, cujo primeiro a receber foi Dom Jerônimo de Sá Cavalcanti, OSB. Depois a professora Maria Dulce Calmon de Bitencourt Pinto de Almeida, e, o Grande Dr. Jorge Calmon e, ultimamente a professora Leda Jesuíno. Quando da reabertura do CEPA em 1981 os cepistas iniciais foram Geraldo Leony Machado, Damário da Cruz, Benedito Lacerda, Jaime Silva Lima, Frei Eliseu Vieira Guedes, OC; Petronilo Reis.
Inicialmente, lançamos oito números do Jornal Grande Salvador, 10 números da Revista Logos e, sendo um movimento leigo mas ecumênico, lançamos uma Revista sobre Teologia com vários padres e pastores sobre as perspectivas teológicas no século XXI. Entre 81-91 publicamos mais de 150 livros de poesia, filosofia, teologia, educação, antologias poéticas e de crônicas, fizemos sete concursos de poesia e prosa, dois concursos internacionais em poesia e prosa em portugues, inglês e espanhol; fizemos uma revista homenageando Castro Alves e uma antologia denominada Castro Alves Vivo. Fizemos antologia distinguindo Cora Coralina, Zumbi, Rubem Braga, este de Crônica. Temos 2 doutores em filosofia, Walney Moraes Sarmento por uma Universidade Alemã e Luciano Costa Santos por uma Universidade francesa. Tivemos cursos de filosofia na Fundação Visconde de Cayru, no Museu Geológico da Bahia e no Salão Nobre do Instituto de Música da UCSAL.
Creio ser bastante para um movimento que teve pouquíssimo apoio oficial e, quando de empresários esses eram amigos nossos, pessoais ou antigos cepistas. No ano de 2010 fizemos o terceiro curso de férias sobre Filosofia das Religiões. Temos comemorado seguidamente o dia da mulher, dia da poesia, o dia do escritor. Durante vários e vários anos na Câmara Municipal tratamos sobre Castro Alves e Glauber Rocha que nasceram ambos no 14 de março nessa data.
Não poderemos nessa resenha esquecer do nome de Manoel Rodrigues Pedreira (Maneka Pedreira). Temos saudade de alguns que passaram para a eternidade como Jorge Montalvão, Clarice Mascarenhas Meireles, distinguir o espírito puro de Joalbo Oliveira.
Internacionalmente, temos apoio de luta em favor do CEPA através de Graciela Santos-Elgart, Joaquim da Costa Munduruca Neto, Eduardo Mendonça, Antonio Massa.
De dois anos para cá quero assinalar a presença de Antonio Constantino Pereira e Antonio Fernando Barbosa Sacramento, aos quais muitas vezes consulto, como paulo Cesar Torres também.
Finalizando, repito o que disse o grande Charles Peguy: “A fé que eu amo, diz Deus: é a Esperança.” É com esperança que lanço estas linhas através de onde for possível, mandando para A Tarde na pessoa do confrade Edvaldo Machado Boaventura, para Tribuna da Bahia na pessoa do seu Diretor Dr. Antonio Walter Pinheiro, para o Blog Movimentocepa.blogspot.com, editado pelo cepista Gilson Figueiredo, para o blog aqueimaroupa.com.br, editado por Jaciara Santos; para o blog caetanobarata.wordpress.com. Tal atitude é para quem ler sinta e venha a estar lado a lado conosco ao celebrar os 60 anos em junho de 2011. Com fé em Deus e em cada pessoa pois todos tem sensibilidade.
Germano Machado
Fundador do CEPA BRASIL



